Equipe diversa em treinamento corporativo com hologramas de IA e gráficos de aprendizado contínuo

O mundo do trabalho está mudando diariamente. Mais dinâmico, menos previsível, marcado por múltiplas demandas e combinações de talentos cada vez mais complexas. Temos visto de dentro – acompanhando vários formatos de treinamento e desenvolvimento (T&D) com nossa plataforma Maestrus –, que aprender deixou de ser um evento pontual para se tornar uma engrenagem vital à sobrevivência de negócios. Para 2026, enxergamos três grandes forças redesenhando o mapa do RH: a inteligência artificial (IA), o fortalecimento das chamadas power skills e o compromisso real com a aprendizagem contínua.

Adquirir conhecimento não é mais diferencial. Tornou-se uma questão de permanecer relevante.

O que está mudando no T&D em 2026?

Os dados corroboram essa guinada: um estudo recente revelou que 76% dos gestores de RH estavam satisfeitos com o orçamento de Aprendizado e Desenvolvimento em 2025, número bem acima dos 61% de 2022. Isso mostra que, pela primeira vez, investir em aprendizagem está conectado de verdade às prioridades estratégicas das organizações.

Na nossa experiência, quem lidera transformação em T&D percebe rápido: a rotina não espera, crises chegam sem aviso e o perfil do colaborador muda junto com as tecnologias. Não é possível separar desenvolvimento e execução – ambos acontecem juntos, no fluxo do trabalho.

IA: O novo motor do desenvolvimento humano

A IA generativa representa para 2026 o que a Revolução Industrial foi para o século XIX. A automatização atingiu outro patamar. Só que ao invés das máquinas substituírem o esforço físico, agora substituem processos operacionais e partes crescentes do trabalho cognitivo.

Segundo uma pesquisa da Microsoft, a procura por habilidades de IA cresceu 85%. Mas apenas 39% das empresas estão realmente treinando seus colaboradores para lidar com essa tecnologia disruptiva. Ou seja, muitos querem "dominar IA", mas poucos investem para valer.

Homem estudando com IA em tela em escritório moderno

A consequência direta é que o conhecimento técnico está ficando cada vez mais fácil de acessar e replicar. O diferencial humano agora está em áreas que as máquinas não dominam: julgamento contextual, maturidade emocional, tomada de decisão ética e criatividade aplicada.

Isso muda a dinâmica do T&D de três formas:

  • Exige experimentação constante: não sabemos ainda qual será o próximo impacto da IA, portanto, testar e ajustar rapidamente é regra.
  • Torna visível a integração de processos humanos e automáticos: decisões importantes dependerão de interações entre pessoas e sistemas inteligentes, o que demanda preparo para colaboração híbrida.
  • Impulsiona escolhas tecnológicas conscientes: investir apenas por modismo, sem objetivos claros, pode trazer ferramentas sem impacto real.

No blog da Maestrus, frequentemente analisamos como aplicar IA de modo intencional, para garantir que a tecnologia sirva ao desenvolvimento humano e não apenas acelere processos vazios de sentido.

Adaptive learning: Aprendizado personalizado em tempo real

A personalização do ensino deixou de ser um sonho distante para se tornar realidade, graças ao poder da IA e do chamado adaptive learning. A tecnologia nos permite criar trilhas de aprendizagem sob medida, ajustadas em tempo real ao ritmo, contexto e preferências de cada colaborador.

Isso significa que dois funcionários, mesmo no mesmo cargo, podem estudar conteúdos diferentes, com desafios personalizados, feedbacks instantâneos e reforço nos pontos críticos – tudo automatizado. As grades fixas saem de cena, dando espaço a jornadas sob demanda e acompanhamento contínuo.

Essa transformação exige plataformas robustas, seguras e preparadas para apoiar o ciclo T&D do início ao fim. Temos observado que soluções que investem em controles de progresso, emissão de certificados, integração de métodos híbridos (aulas ao vivo com recursos gravados) e análises detalhadas, como o Maestrus, entregam a flexibilidade e a segurança indispensáveis para os próximos anos.

Quem ganha é o aprendiz, que sente sua evolução reconhecida, e a empresa, que pode enfim medir resultados reais, adaptando estratégias quase que em tempo real.

Treinamento com realidade virtual em sala de aula corporativa

Nova fronteira: Realidade virtual e aumentada para aprender na prática

Outro ponto central em T&D para 2026 é o avanço das experiências imersivas, principalmente com realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR). Esses recursos prometem desbloquear todo o potencial das chamadas power skills, com treinamentos até quatro vezes mais rápidos e maiores índices de retenção de conteúdo.

  • Desenvolvimento prático e seguro: simulações colocam o colaborador em situações próximas da realidade, reduzindo riscos e acelerando a aprendizagem.
  • Conexão emocional: cenários imersivos geram empatia, envolvimento e facilitam a fixação do aprendizado.
  • Dados comportamentais: é possível coletar informações valiosas sobre reações, tomadas de decisão e estilos de comunicação dos participantes.

Ao utilizar VR e AR no processo de T&D, tornamos o desenvolvimento menos "teórico" e mais conectado ao cotidiano real da empresa. O resultado: treinamentos com maior engajamento, autonomia e impacto efetivo na performance do time.

Soft skills agora são power skills

O termo soft skills perdeu força. A partir de 2026, o conceito de power skills passa a ocupar o centro das discussões. Isso porque adaptabilidade, pensamento crítico, ética, comunicação e resiliência não são habilidades “suaves” – são competências realmente valiosas. E, principalmente, raras.

Segundo a The Shift, o desenvolvimento profissional (71%) é o maior driver de engajamento na carreira, e 22% desse desenvolvimento já está ancorado em soft skills avançadas, agora chamadas de power skills.

O que diferencia power skills? São competências difíceis de serem automatizadas, essenciais para navegar situações ambíguas, liderar mudanças, lidar com conflitos e tomar decisões com responsabilidade. Quanto mais tecnologia avança, mais raro e precioso se torna o capital humano.

Quais são as power skills mais valorizadas?

  • Adaptabilidade a ambientes de alta mudança
  • Pensamento crítico e capacidade de resolver problemas inéditos
  • Resiliência diante de cenários adversos
  • Ética e responsabilidade nas decisões
  • Comunicação clara e empática
  • Colaboração intergeracional e intercultural
  • Autoconhecimento e maturidade emocional

Essas competências tornam-se referência para definir promoções, montar times, escolher investimentos e redesenhar processos. Se as competências conduzem grandes decisões organizacionais, investir nelas não pode ser jogada de curto prazo.

Desenvolvimento em profundidade: além do comportamento visível

Durante muitos anos, o T&D limitou-se a treinar comportamentos observáveis, pequenos gestos e posturas. Porém, para gerar resultado de verdade, precisamos ir além:

Desenvolvimento profundo só acontece quando tocamos crenças, identidade e responsabilidade.
  • Revisar e questionar crenças limitantes sobre o próprio papel
  • Fortalecer o senso de propósito e alinhamento com valores coletivos
  • Oferecer espaços seguros para conversas difíceis e feedbacks construtivos

Sem esse mergulho, mesmo altos investimentos em treinamentos comportamentais entregam baixo impacto real. Fica tudo na superfície, e logo voltamos aos velhos padrões. Por isso, RH precisa tornar-se agente de mudança cultural, mediador de polaridades, e exemplo prático da transformação que deseja ver nos times.

Aprendizagem contínua no fluxo do trabalho

O conceito de lifelong learning ganha força no cotidiano empresarial. Não basta mais fazer cursos em datas fixas: hoje, projetos, desafios reais e a rotina formam o cenário de desenvolvimento ativo. O aprendizado está em tudo – nos erros e acertos das equipes, nas reuniões, nos dilemas enfrentados com clientes ou parceiros.

Equipe trabalhando em projeto colaborativo com gráficos e anotações

Para que esse modelo funcione, T&D precisa se integrar ao dia a dia, tornando o desenvolvimento parte da execução da estratégia e não um projeto à parte.

Alguns exemplos de como isso tem sido feito:

  • Design de projetos desafiadores conectados à estratégia da empresa
  • Criação de comunidades de prática e grupos de mentoria interna
  • Registros e análises dos aprendizados produzidos no trabalho concreto
  • Feedback em tempo real, validando pontos fortes e oportunidades de ajuste

Com plataformas adaptáveis, como o Maestrus, conseguimos garantir que resultados e KPIs sejam medidos, transformando dados em decisões de desenvolvimento.

O novo papel do RH na era da IA e aprendizagem contínua

O RH passou por evoluções profundas e deve seguir se transformando até 2026. Acabou o tempo de desenhar só calendários de treinamento ou instrumentos burocráticos. Agora, RH é responsável por criar ambientes psicologicamente seguros, apoiar conversas sensíveis, mediar polaridades culturais e liderar mudanças reais.

Isso exige do próprio time de gestão autoconhecimento, maturidade emocional e coragem para sustentar a vulnerabilidade necessária para que o aprendizado aconteça de fato.

Se criarmos esses contextos, a empresa forma times mais resilientes, inovadores e prontos para qualquer disrupção tecnológica. Falamos mais sobre como a educação corporativa é decisiva nesse processo em outro conteúdo do nosso blog.

O paradoxo da tecnologia: mais IA, mais necessidade de humanidade

Há um paradoxo interessante: quanto mais investimos em IA, mais percebemos o valor das competências humanas profundas. Empresas que buscam apenas o novo software, sem investir em tempo, reflexão e intencionalidade, acabam acumulando ferramentas – mas sem qualquer transformação real.

Sem transformação cultural, tecnologia sozinha não traz resultado.

O desafio dos próximos anos será equilibrar avanços tecnológicos com práticas intencionais de desenvolvimento humano, usando a IA para liberar tempo, gerar dados e promover experimentação, mas sempre devolvendo o protagonismo às pessoas em decisões estratégicas e relacionais.

Preparando as estratégias de aprendizagem para a Era da Complexidade

Para quem deseja tomar decisões assertivas, recomendamos acessar conteúdos aprofundados sobre essas tendências. O e-book “Tendências de Treinamento e Desenvolvimento para 2026”, por exemplo, traz dados, exemplos práticos e provocações essenciais para desenhar um plano alinhado ao mundo em mudança constante.

Se você ainda sente que o T&D na sua empresa precisa evoluir, um caminho possível é experimentar plataformas capazes de unir segurança, personalização e rapidez na entrega de cursos online. Soluções como o Maestrus possuem recursos avançados para gestão, controle de progresso e integração com métodos inovadores, permitindo acompanhar o impacto dos treinamentos, engajar colaboradores e oferecer experiências de aprendizado verdadeiramente transformadoras.

Para conhecer mais, sugerimos uma visita ao nosso conteúdo especializado em T&D, além da leitura das características técnicas fundamentais para plataformas EAD e das principais tendências tecnológicas em educação.

Orientação prática para empresas: padronização e acompanhamento nos cursos online

Se desejam evoluir o impacto dos treinamentos, empresas precisam contar com métodos modernos, acompanhamento próximo dos resultados e padronização dos processos. Plataformas especializadas, como a Maestrus, contribuem para essa jornada ao permitir o controle de todo o ciclo de aprendizagem, emissão de certificados automáticos, integração das avaliações e análise aprofundada de indicadores de progresso.

Tomar decisões baseadas em dados e em experiências alinhadas à rotina dos colaboradores é o que diferencia treinamento de transformação permanente.

Venha experimentar a plataforma Maestrus e descubra como podemos ajudar sua empresa a transformar o T&D em um motor real de inovação e crescimento.

Perguntas frequentes sobre T&D em 2026

O que são power skills em T&D?

Power skills são as competências humanas que ganham destaque por seu valor fundamental em cenários complexos e incertos. Elas incluem adaptabilidade, pensamento crítico, ética, resiliência e comunicação empática. Diferente das soft skills (antes vistas como “suaves”), as power skills são complexas, profundas e difíceis de substituir por tecnologia, sendo decisivas para desempenho e liderança em todos os níveis.

Como a IA impacta o T&D?

A inteligência artificial no T&D permite automação de processos, personalização do aprendizado por meio de adaptive learning, análise de dados em tempo real e simulações práticas com VR e AR. Por outro lado, valoriza ainda mais habilidades humanas autênticas, como a tomada de decisões éticas. O desafio é usar a IA para liberar o potencial das pessoas, e não para padronizar ou engessar talentos.

Vale a pena investir em aprendizagem contínua?

Sim. Investir em aprendizagem contínua garante que a empresa responda rapidamente a mudanças, fortaleça talentos, retenha profissionais e mantenha vantagem competitiva. Aprender de forma constante, integrada à rotina, potencializa inovação e reduz riscos de obsolescência. A aprendizagem contínua é a base da sobrevivência organizacional na Era da Complexidade.

Quais as principais tendências de T&D para 2026?

As tendências mais relevantes para T&D em 2026 são:

  • Uso estratégico da inteligência artificial para personalizar e acelerar o aprendizado;
  • Foco em power skills, como adaptabilidade, ética e resiliência;
  • Experiências imersivas com realidade virtual e aumentada;
  • Integração da aprendizagem contínua ao fluxo do trabalho;
  • Papel do RH como agente de transformação cultural e emocional.
Essas tendências são mostradas em maiores detalhes no e-book Tendências de Treinamento e Desenvolvimento para 2026 e discutidas em nossos conteúdos especializados.

Onde encontrar cursos de T&D atualizados?

Empresas que buscam cursos de T&D atualizados podem contar com plataformas especializadas, como a do Maestrus, que oferecem catálogo variado, certificação automática, integração de experiências online e acompanhamento de resultados. A atualização constante de conteúdos é garantida com o apoio de especialistas e uso de tecnologias adaptativas, assim, as equipes podem desenvolver tanto competências técnicas quanto power skills de impacto para o futuro.

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