Cena comum em muitas empresas: encontramos profissionais realmente engajados, que gostam do time, da cultura e do propósito, mas decidem partir. Quando indagados, explicam que não conseguem enxergar um plano de crescimento claro ou oportunidade real de evolução. Saem levando não só suas entregas, mas também conhecimento estratégico, habilidades raras e uma parcela daquele diferencial competitivo construído a duras penas.
A saída de talentos talentosos deixa rastros difíceis de preencher.
Segundo o LinkedIn Workplace Learning Report 2025, quase metade dos executivos admite não encontrar internamente as competências que suas equipes deveriam ter para encarar os próximos desafios. Em paralelo, 88% das empresas demonstram forte preocupação em reter suas pessoas. A solução não está em um grande segredo, mas sim em um alinhamento entre o desenvolvimento dos colaboradores, a estratégia de negócios e uma postura de liderança comprometida.
O novo cenário do treinamento corporativo
O relatório, que se tornou referência global para tendências e práticas de T&D, foi construído a partir de uma base robusta: 937 profissionais de L&D e RH, 679 colaboradores entrevistados diretamente, além da análise de dados da própria plataforma LinkedIn, com seus 1 bilhão de membros, 14 milhões de vagas cadastradas e quase 5 milhões de atualizações feitas a cada minuto.
O principal aprendizado do levantamento? O progresso na carreira é hoje o maior motivador para aprender e permanecer engajado nas organizações. Não se trata mais de realizar treinamentos por obrigação, mas de encontrar caminhos reais para evoluir, conquistar promoções, participar de projetos diferentes e experimentar novos papéis.

Exemplo real: o custo da falta de perspectiva
Tomemos como exemplo a trajetória de Amanda, uma analista de dados sênior que recebia elogios constantes pelo seu trabalho e tinha excelente relacionamento com a liderança. Apesar disso, nunca foi envolvida em discussões sobre próximos passos ou habilidades a desenvolver para uma possível promoção. O resultado? Acabou recebendo e aceitando uma proposta externa em outra empresa, levando junto processos otimizados, histórico de melhorias e a conexão próxima com o time. Situações parecidas se multiplicam em empresas de todos os segmentos, reforçando a importância de formar trilhas claras e comunicar oportunidades reais de crescimento.
Alinhar desenvolvimento de pessoas ao negócio: a mobilização essencial
Para transformar o desenvolvimento de carreira em combustível para retenção e inovação, é indispensável um esforço coordenado. Aprendizado genuíno só se sustenta quando a liderança está envolvida e quando o assunto ganha prioridade na agenda estratégica. Empresas que buscam essa integração trabalham algumas premissas indispensáveis:
- Construção de trilhas transparentes de crescimento e movimento interno;
- Alinhamento entre as necessidades futuras do negócio e os planos individuais de carreira;
- Fomento à mobilidade interna, permitindo que talentos naveguem entre áreas e projetos;
- Formação de uma cultura em que aprender e reaprender vire rotina;
- Uso de dados para medir avanço real e impacto das iniciativas.
Como o relatório foi feito
O LinkedIn Workplace Learning Report 2025 combinou múltiplos métodos para chegar a conclusões sólidas. Além das entrevistas, o cruzamento com dados globais permitiu comparar tendências locais e internacionais. O resultado mostra que times com programas de aprendizagem integrados ao desenvolvimento de carreira são mais resistentes a ciclos de rotatividade, atingem melhores resultados econômicos e mostram maior capacidade adaptativa em relação à inteligência artificial e às demais transformações tecnológicas.
Maturidade das empresas: você está entre as campeãs ou ainda inicia?
Segundo o levantamento, apenas 36% das empresas analisadas atingiram o estágio “champion”, ou seja, contam com programas robustos de desenvolvimento e mobilidade. O restante encontra-se em fases intermediárias, seja investindo pouco, seja sentindo grande dificuldade em mobilizar a adesão dos gestores e dos times.
- Iniciantes: programas isolados, pouco alinhados ao negócio, baixa participação;
- Intermediárias: começam a formatar trilhas e mapear competências, mas ainda carecem de processos integrados;
- Avançadas (“Champions”): trabalham métricas, investem de modo consistente e fazem com que o aprendizado seja parte do dia a dia.
Empresas campeãs não improvisam evolução: elas medem, investem e adaptam.
Práticas que diferenciam as empresas campeãs
Diversos fatores separam quem atinge o topo de maturidade:
- Medem mobilidade interna e aquisição de novas habilidades com frequência;
- Investem de modo segmento e deliberado em iniciativas de aprendizagem contínua e programas de mobilidade;
- Desenvolvem lideranças ativamente, abrindo espaço para que gestores preparem novas lideranças internamente;
- Criam múltiplas trilhas personalizadas, conectando objetivos individuais e organizacionais;
- Usam dados para conectar o aprendizado à performance e retenção.
Essas práticas geram resultados reais:
- Empresas campeãs têm 75% mais lucro, contra 64% dos demais grupos;
- Conseguem atrair melhores profissionais (71% contra 58%);
- Têm nível de retenção superior (67% contra 50%);
- Estão 42% mais preparadas para incorporar a inteligência artificial no negócio.
O Career Development Index e o engajamento sustentável
Um termo que ganha força no relatório é o Career Development Index. Trata-se de um indicador que associa alto engajamento dos profissionais, maior número de promoções e fluxo saudável de líderes emergentes.
O segredo é simples: equipes que percebem ser possível crescer, aprendem mais, se envolvem mais e permanecem mais tempo.
Promoção e aprendizado andam juntos na jornada de carreira.
O que mais se perde quando um talento sai?
Quando pensamos em rotatividade, é comum focarmos no custo de reposição ou nos desafios operacionais. Mas as perdas intangíveis são igualmente preocupantes. O LinkedIn traz uma lista das dez competências estratégicas mais difíceis de repor quando um colaborador experiente deixa a empresa:
- Estratégia de negócios
- Planejamento estratégico
- Gestão de vendas
- Planejamento de projetos
- Gestão de operações
- Estratégia de marketing
- Gestão
- Desenvolvimento de negócios
- Negociação
- Liderança de times
Essas habilidades exigem pensamento crítico e conhecimento granular do contexto da empresa. Não se aprende em um fim de semana. O resultado? Fraquezas no pipeline interno, inovação estagnada e times menos preparados para o que vem pela frente.
A inteligência artificial e o desenvolvimento de carreira: a dupla que transforma
Avanços em inteligência artificial, especialmente nas soluções generativas, permitiram um salto na personalização do aprendizado e na identificação de lacunas de competências. Aqui, tecnologia e estratégia de carreira formam uma dupla que acelera o crescimento e alimenta o ciclo de engajamento.
A IA funciona como radar: detecta rapidamente quais habilidades estão presentes, quais precisam ser desenvolvidas e recomenda, automaticamente, cursos, projetos ou experiências alinhadas ao interesse da pessoa e às necessidades do negócio.
Carreiras bem desenhadas motivam o engajamento. A IA multiplica as possibilidades de evolução personalizada, potencializando o resultado para ambos os lados.
Segundo estudo divulgado sobre percepção das empresas brasileiras, 52% das organizações já veem com otimismo o uso da inteligência artificial no ambiente de trabalho, reconhecendo seu alto potencial transformador para processos de RH e T&D (pesquisa da SAP).
Exemplos práticos da IA nos programas de treinamento corporativo
Entre diversas empresas globais de referência, alguns exemplos ilustram como inteligência artificial está moldando novas práticas:
- IBM: utiliza o watsonx AI para analisar continuamente gaps de habilidades e indicar funções ou treinamentos recomendados para cada colaborador.
- Visa: lançou um programa interno de coaching assistido por IA, relatando aumento significativo na confiança dos participantes para se candidatar a novos cargos.
- Walmart: implementou aprendizagem baseada em IA para sugerir trilhas de desenvolvimento conforme o perfil e metas da pessoa.
- Coca-Cola: usa IA para criar planos de carreira interconectados e sugerir promoções; viu crescimento de 42% em mobilidade interna.
- Siemens, Amazon, Zillow, MinterEllison, McDonald's: exploram IA para analisar perfis, recomendar treinamentos e apoiar processos sucessórios.
Essas experiências comprovam que a inteligência artificial, aliada a processos de carreira estruturados, acelera o aprendizado e reduz o tempo necessário para preencher gaps críticos.
Quais são as cinco bases para um programa forte?
Após analisar centenas de cases, notamos cinco fundamentos que caracterizam programas de sucesso:
- Construção rápida de habilidades prioritárias. Isso exige mapear tendências e necessidades da estratégia, para investir em trilhas com resultados aplicáveis - e não modismos desconectados.
- Facilitação da mobilidade interna. Plataformas e processos devem permitir que as pessoas se movam entre áreas, testem novas funções, assumam projetos desafiadores e recebam feedbacks estruturados sobre evolução.
- Medição do impacto nos resultados do negócio. Métricas objetivas, como engajamento com treinamentos, índices de retenção, habilidades desenvolvidas, promoções e mobilidade interna, tudo deve ser acompanhado e gerenciado.
- Empoderamento dos gestores. Dados do relatório apontam que o suporte ao desenvolvimento caiu globalmente. Ao oferecer treinamentos dedicados, reconhecimento e trilhas específicas para líderes, o efeito se multiplica.
- Inspirar o crescimento individual. Aprender dá sentido: 84% dos colaboradores afirmam notar um propósito maior após participar de trilhas consistentes. E 68% relatam que novos conhecimentos ajudam a se adaptar mais rapidamente a mudanças.
Práticas eficientes: o feijão com arroz do T&D continua funcionando
Não é preciso buscar fórmulas mirabolantes. Práticas clássicas seguem mostrando eficácia quando bem feitas, como descrevermos, detalhadamente, no artigo "como engajar e reter talentos com educação corporativa".
- Treinamento consistente de lideranças;
- Compartilhamento transparente de vagas internas;
- Planos de desenvolvimento atrelados ao que o negócio demanda;
- Programas de mentoria e coaching (inclusive virtual e IA-driven);
- Reconhecimento contínuo e meritocrático, de acordo com entregas e evolução demonstrada.
Feito com qualidade e frequência, esse “feijão com arroz” constrói uma base sólida para qualquer inovação.
A tecnologia como aliada: o papel da plataforma LMS
Com a evolução acelerada das demandas, um LMS (Learning Management System) robusto tornou-se uma peça-chave. Soluções como a do Maestrus permitem:
- Criar trilhas que conectam funções críticas e competências, simplificando a organização do conteúdo;
- Acompanhar o progresso do indivíduo e do time por dashboards e relatórios integrados;
- Automatizar recomendações com base no plano de carreira e nos resultados do negócio;
- Fornecer dados que conectam aprendizado com performance real e retorno do investimento (saiba como medir ROI de cursos corporativos);
- Permitir integração de formatos (aulas ao vivo, vídeos, fóruns, avaliações, certificação automática, cupons, combos etc.).

Ferramentas assim são essenciais para padronizar práticas, garantir governança, integrar times presenciais e distribuídos, automatizar fluxos e organizar resultados, benefícios que descrevemos em detalhes em nosso artigo sobre gestão de T&D.
Como começar o avanço: um passo a passo prático
Para empresas que buscam elevar o nível dos seus programas, sugerimos o seguinte caminho:
- Mapear trilhas para cargos críticos e estratégicos;
- Criar módulos curtos, aplicáveis, que entreguem resultado imediato;
- Definir governança simples, com responsáveis claros por acompanhar avanços;
- Conectar trilhas com os planos de carreira e as oportunidades internas;
- Medir evolução e impactos sem complicações (indicadores objetivos, como abordamos em nosso artigo sobre compliance em treinamentos corporativos);
- Ajustar e adaptar periodicamente, ouvindo gestores e colaboradores.
Comece pequeno, acerte e expanda. O segredo está na constância e alinhamento com o negócio.
Conclusão: O futuro será das empresas que tratam o desenvolvimento como estratégia
Ao longo deste artigo, mostramos que alinhar aprendizado e carreira já não é apenas tendência, mas necessidade para quem busca resultado duradouro. Times que enxergam perspectivas, apoiados por tecnologia e processos bem desenhados, devolvem em mais engajamento, inovação e resiliência diante das mudanças.
O diferencial está em transformar discurso em ação. Empresas que fazem do desenvolvimento de pessoas um pilar estratégico já colhem mais lucro, maior retenção, pipeline de liderança saudável e destaque no uso da inteligência artificial.
Para organizações que desejam evoluir seus treinamentos online, recomendamos a padronização e o acompanhamento rigoroso dos resultados, práticas viabilizadas por plataformas especializadas como o Maestrus. Ao centralizar trilhas, mensurar impacto, integrar formatos e automatizar fluxos em uma única solução, o RH e os gestores ganham tempo para focar no que mais importa: pessoas motivadas, aprendendo e crescendo junto com o negócio.
Se você busca transformar o aprendizado em vantagem competitiva, conheça melhor o Maestrus e teste a experiência de educação corporativa pensada para o futuro. Vamos juntos construir equipes mais preparadas, adaptáveis e engajadas.
Perguntas frequentes sobre treinamento corporativo e IA
O que é treinamento corporativo com IA?
Treinamento corporativo com IA é a integração de inteligência artificial a programas de aprendizagem e desenvolvimento dentro das empresas. Por meio dela, é possível personalizar trilhas, identificar lacunas de habilidades, sugerir cursos e monitorar a evolução dos colaboradores conforme o perfil e as necessidades estratégicas da organização. Isso torna o processo mais dinâmico, eficiente e alinhado ao negócio.
Como a IA ajuda a reter talentos?
A IA contribui para retenção ao adaptar conteúdos e oportunidades de desenvolvimento a cada pessoa, ampliando o engajamento e dando visibilidade à carreira interna. Ela permite indicar promoções, mapear competências críticas e reconhecer talentos que podem crescer em diferentes áreas, tornando o ambiente mais atrativo e promovendo mobilidade interna.
Vale a pena investir em IA no RH?
Sim, a adoção de IA no RH traz avanços significativos em análise de dados, personalização de treinamentos, automação de processos e tomada de decisão. Estudos recentes mostram que empresas brasileiras já percebem ganhos concretos, como relatado na pesquisa da SAP, em que 52% veem a IA com total otimismo. O investimento tende a retornar em retenção, engajamento e resultados melhores.
Quais são os benefícios da IA em 2026?
Entre os principais benefícios previstos para a IA nos próximos anos, destacamos:
- Personalização automática dos programas de desenvolvimento;
- Agilidade no diagnóstico de gaps de competências críticos;
- Maior mobilidade e promoção interna;
- Decisões baseadas em dados e indicadores de impacto real;
- Automação de tarefas repetitivas, liberando RH e lideranças para atuação estratégica.
Onde encontrar cursos de IA para empresas?
Empresas que buscam ofertar cursos de IA para seus colaboradores podem contar com plataformas especializadas em educação corporativa, como o Maestrus, que oferecem soluções personalizadas e acompanhamento completo dos resultados. Além disso, diversos conteúdos de apoio, exemplos de trilhas e boas práticas podem ser encontrados em portais especializados, como o nosso blog e as páginas de onboarding e retenção.
Para saber mais sobre onboarding e retenção e criar trilhas inovadoras para sua equipe, continue acompanhando nossos conteúdos.
